“Relação estranha essa nossa. Mas se tratando da gente, não poderia ser diferente. Estou há mais de cinto minutos tentando encontrar as palavras certas para nos descrever, mas não as encontro. Não sei quais usar. É quase impossível sintetizar. Não sei se nos falta sentimento ou se somos sentimentalistas demais a ponto de esconde-lós. Chego a pensar que fazer ciúmes se tornou um hábito. Já é natural. Ninguém joga tão bem “quem ignora mais” do que nós. Mas é engraçado. A gente não discute. Não esse tipo de discussão que você esta acostumado a ver todos os dias. Nós somos diferente. Falamos com os olhos. Gostamos de indiretas. Nunca vi e nem ouvi nenhum de nós dois levantar o tom de voz. Acho que essa frieza, essa coisa premeditada machuca mais. E nós, sempre fomos desses que gostam de se martirizar. Admitir que um ama o outro é como pedir pra apertar o gatilho de uma arma que está apontada pra nossas cabeças. Dar um nome a essa relação esta fora de cogitação. Compromisso sempre assusta. Mas apesar de tudo, eu consigo enxergar verdade. Lá no fundo, eu consigo ver amor.
“Começamos na segunda e brigávamos na terça. Ficávamos sem nos falar até quinta. Fazíamos as pazes na sexta e amor no sábado. O domingo era dia de folga, mas na segunda começava tudo de novo.
“Eu nunca sei o que esperar de você. Ainda não descobri se isso é bom ou ruim. No começo, pensei que fosse apenas uma leve variação de humor, ou influência das fases da lua. Daí, comecei a pensar que fosse bipolaridade. Pensei também que você fosse apenas diferente. E é. Mas é um diferente, diferente de qualquer pessoa diferente que já conheci. Chega a ser confuso. Eu preciso de espaço, mas não preciso me sentir sozinho. Eu aguento ficar um dia inteiro sem falar com você, mas dois dias é exigir muito. Acho que nunca vou me adaptar a isso. Nunca vou me acostumar com esse teu jeito. Você foge a regra. Você é exceção.
fala-serio:
Que beijo é uma delícia, todo mundo já sabe, mas e os benefícios que ele traz para a saúde, você conhece? Esse gesto de carinho - quando praticado com amor e cumplicidade - pode desencadear reações no corpo todo, produzindo bem-estar, confiança e unindo ainda mais o casal. “A boca tem o mesmo…
“Que vida mais apagada é essa. Sem você eu só sobrevivo, vagando por aí.
E eu percebo que tudo era mais bonito antes. Quando tinha sua mão entrelaçada na minha, ela ficava mais bonita. Quando seus olhos se encontravam com os meus, eu tenho certeza que o brilho deles era mais bonito. Até quando você tava aqui, minha casa ficava mais alegre. Aquele enfeite perfeito esparramado no canto do meu sofá. Você é tão lindo.
E agora meu sofá ta tão feio.
Minha mão ta feia e meu olho nem brilha mais. E você continua lindo.
Sobra dor de estomago, dor de coração e dor na alma, porque cansaram de ver coisas feias. Ver você de longe nem satisfaz mais.
E eu tenho que ir sobrevivendo dia após dia, sem sua presença, sem sua alegria, sem os sussurros cheios de desejo um no ouvido do outro.
Eu vou aqui, contando os dias, olhando minuto após minuto no meu relógio. Pra ver chegar o dia em que a dor vai pegar as malas e se mudar de mim.
E se por um acaso, eu morrer antes, eu ressuscito pra te ver chegar. Meu amor.